terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Brasil recicla apenas 13% de todo o lixo que produz

Governo e empresas discutem sobre a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada neste ano pelo Congresso.

Os Lixões deverão ser substituídos por aterros sanitários, que não poderão ser frequentados por catadores. Estimativas de coleta e destinação de resíduos sólidos urbanos no Brasil indicam que o País jogou no lixo em 2009 o equivalente a R$ 8 bilhões em materiais recicláveis. O montante decorre do fato de que apenas 13% de todo o lixo produzido no País - aproximadamente 56 milhões de toneladas por ano - é separado por coleta seletiva e consegue retornar para o sistema produtivo na forma de matéria-prima reutilizável. Os números fazem parte de um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea), que avaliou os principais benefícios econômicos e ambientais da reciclagem.

Mesmo com poucos estudos que quantifiquem, por tipo de material, o volume de resíduos reaproveitáveis disposto sem separação ou tratamento em vazadouros a céu aberto - os "lixões" -, o levantamento do Ipea não deixa dúvidas: por meio de coleta e disposição adequadas, boa parte desse material poderia se transformar em insumo, renda e ganhos ambientais.

Incentivo a cooperativas de catadores 37% de recicláveis são jogados fora Compromisso ecológico "Os resíduos sólidos não são mais vistos como lixo. Hoje, esses resíduos são um negócio com enorme potencial econômico e de inserção social", afirma o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Antônio Gonçalves. "O segmento já sinaliza para a criação de uma nova cadeia de produção, principalmente com a presença de pequenas empresas e de microindústrias de reciclagem."

Mas essa constatação não é nova. A percepção de que uma mudança de atitude em relação ao lixo poderia render benefícios já existe no País há pelo menos 19 anos, quando começou a tramitar no Congresso o projeto de uma nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. Resultado de uma compilação de mais de 140 projetos, a proposta foi finalmente aprovada em março pela Câmara e em julho pelo Senado, vindo a ser sancionada em agosto deste ano na forma da Lei 12.305/10.

Regulamentação"A grande conquista foi convencer a indústria e a maioria dos empresários a assumir o compromisso de não somente produzir, mas passar também a se preocupar com o pós-consumo", diz o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que presidiu o grupo de trabalho que analisou a proposta.
O recém-aprovado ordenamento jurídico brasileiro impõe obrigações a governos, empresários e cidadãos e abre caminho para a prática da retroalimentação do setor produtivo brasileiro.

Membro do grupo de trabalho responsável pelas propostas de regulamentação da nova política, Sérgio Gonçalves destaca que o sucesso depende de ações paralelas. "A nova política não prevê multa, mas já obriga o empresariado a recolher aquilo que ele coloca no mercado, sob pena de ser enquadrado em crime ambiental por descartar material de forma indevida", diz.

Por outro lado, segundo ele, além de ações empresariais, o efetivo cumprimento da política decorre também de acordos com o Poder Público e com cooperativas de catadores. "Alguns setores, como o de pneus e de óleos lubrificantes, já são orientados por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e possuem sistemas de logística visando o recolhimento do material após o uso", diz. "O que se busca com a regulamentação é exatamente definir, por meio de acordos empresariais, como isso vai funcionar, por exemplo, no segmento de embalagens." A expectativa, segundo ele, é que o processo esteja esquematizado e vigorando até o fim do ano.

A nova lei, além de reafirmar a importância do conceito de coleta seletiva, inova ao estabelecer uma visão sistêmica de todo o processo, passando a tratar também de conceitos igualmente importantes como ecoeficiência, responsabilidade compartilhada e logística reversa.
Fonte: Agência Câmara de Notícias.

Sustentabilidade urbana

A sustentabilidade das cidades é o tema da 11ª Conferência das Cidades, que será realizada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara hoje e amanhã.

O objetivo do tema escolhido - "O futuro das cidades no novo contexto socioambiental" - é identificar os problemas e propor soluções para que cidade e o meio ambiente coexistam de forma harmônica.

Na conferência, que começa à tarde, serão discutidas as conquistas e os novos desafios do Estatuto da Cidade; o planejamento e a execução da política urbana para as próximas décadas; e o aproveitamento adequado dos recursos naturais nas cidades brasileiras.

Nos dois dias de seminário, serão realizados três painéis com dez palestras ministradas por pesquisadores e prefeitos. O primeiro painel apresentará um diagnóstico das cidades no mundo. Já o segundo tratará dos condicionantes para o desenvolvimento urbano e o enfrentamento das desigualdades no País. No terceiro painel, serão apresentadas as novas tendências para o planejamento urbano.

O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), autor do requerimento para a realização da conferência juntamente com os deputados Cassio Taniguchi (DEM-PR) e Angela Amin (PP-SC), lembra que o principal objetivo do evento, realizado todos os anos desde 1999, é discutir medidas para a consolidação de políticas públicas para os municípios. "Trata-se de um momento de amplo debate com a sociedade. A conferência consegue fazer com que projetos que dificilmente avançariam sejam aprovados", afirma Zezéu Ribeiro.

O parlamentar destaca que as dez edições anteriores tiveram resultados práticos positivos. Ele lembra que a primeira Conferência das Cidades, por exemplo, teve o mérito de reafirmar a importância jurídica do Estatuto das Cidades, cuja tramitação se estendeu por mais de uma década. Zezéu Ribeiro ainda lembrou que o Fundo da Habitação de Interesse Social foi outro tema discutido e amadurecido nas conferências antes de virar lei.

"A própria ideia do desenho do Ministério das Cidades como existe hoje também foi resultado de discussões que surgiram na 4ª Conferência", afirma. Zezéu ainda cita, entre os grandes temas e propostas oriundos ou fortalecidos nas conferências, a gestão dos resíduos sólidos. A edição deste ano, segundo ele, se reveste de uma importância adicional que é refletir sobre temas que serão encaminhados aos novos governantes do País.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Você faz parte!

Este blog é um espaço de interação entre as pessoas que se preocupam com o meio ambiente e sabem que cada ação individual conta para a melhoria do meio ambiente. Portanto, se você acessou o blog e gostou do que viu ou sentiu falta de algo que poderia enriquecer a discussão e nossa prática não hesite. Poste aqui sua contribuição.
E se você tem sugestões sobre o descarte correto de vidro, lâmpadas, medicamentos, baterias, pilhas, materiais eletrônicos, gorduras utilizadas na cozinha ou qualquer outro material, envie para nosso email: consciencia.ecologica21@gmail
Sua participação é muito bem vinda.

O futuro das cidades no contexto socioambiental

A décima primeira edição da Conferência das Cidades vai debater, este ano, o futuro das cidades no novo contexto socioambiental. O encontro, que começa nesta terça-feira (7), é promovido pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, durante dois dias.
No painel Espaço Urbano - Realidade e Desafios será feito um diagnóstico da situação das cidades em âmbito mundial, com base em estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU), em paralelo à realidade brasileira. O professor Oyebanji Oyeyinka, diretor da Divisão de Monitoramento e Pesquisa da ONU vai ministrar a palestra "O Estado das Cidades no Mundo".
Em seguida, será a vez da professora Maria do Carmo, da Universidade de Brasília, que vai abordar as causas e consequências da expansão urbana no Brasil. A professora Nadia Somekh, da Universidade Mackenzie vai tratar do impacto do Estatuto da Cidade e do plano diretor como elementos de modificação da realidade social.
Na quarta-feira (dia 8), a conferência vai ter a participação da senadora Marina Silva. A abertura da 11ª Conferência das Cidades vai contar com as presenças dos presidentes da Câmara, deputado Michel Temer, e do Senado, José Sarney, e dos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e das Cidades, Marcio Fortes; da presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, além de outras autoridades.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Petrobras é condenada a pagar indenização por danos ambientais

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou nesta quinta-feira que a Petrobras foi condenada pelo vazamento de resíduos poluidores da REDUC (Refinaria de Duque de Caxias).
Segundo o MP, a 2ª Vara Cível de Caxias fixou em R$ 6 milhões a indenização, valor que será recolhido para o fundo estadual do meio ambiente.
De acordo com a Promotoria, a decisão beneficia cerca de 10 mil moradores atingidos em um raio médio de 15 quilômetros do local do vazamento, que deverão receber indenizações a partir de 50 salários mínimos.

"O dano ambiental foi causado por um problema técnico no interior da REDUC, registrado no dia 13 de junho de 2001 na Unidade de Craqueamento Catalítico". O problema gerou a paralisação total do sistema no dia 14, quando ocorreu um vazamento de enormes proporções, liberando cerca de 140 toneladas de poluentes na atmosfera pelo rompimento do chamado Ciclone Primário do Regenerador", informa em nota.

A Petrobras informou que "ainda não foi notificada e, uma vez notificada, tomará as medidas cabíveis para recorrer da decisão".
Fonte: Folha Online

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Postos de gasolina podem ser obrigados a captar água das chuvas


O Deputado Rossi autor da proposta revela que o objetivo é evitar o desperdício.

Arquivo - Laycer Tomaz
Rossi: "A lavagem de veículos com água tratada é um exemplo de despreocupação com a escassez desse recurso natural."

Postos de gasolina e estabelecimentos de lavagem de veículos poderão ser obrigados a instalar sistema de captação de água das chuvas. A medida está prevista no Projeto de Lei 7849/10, do deputado Francisco Rossi (PMDB-SP).

Segundo a proposta, o sistema deverá ser instalado em até 180 dias após a publicação da lei. Rossi ressalta que o objetivo é evitar o desperdício.

Para ler o Projeto de Lei na íntegra, siga o link:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/815798.pdf

Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Alternativas sustentáveis para Amazônia precisam de investimentos permanentes


O modelo de desenvolvimento para a Amazônia que considerava a floresta como um obstáculo para o crescimento econômico da região está ultrapassado, mas a consolidação de alternativas sustentáveis precisa de investimentos permanentes. "Não podemos voltar ao modelo antigo, do desmatamento, que não deu certo. Temos que olhar um novo modelo e dar escala a ele", defendeu nesta quinta-feira o pesquisador do Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia) Adalberto Veríssimo durante encontro anual do Fórum Amazônia Sustentável.
O ex-governador e senador eleito pelo Acre, Tião Viana (PT), disse que sem uma "economia florestal", nem a tendência de queda do desmatamento da região será revertida em benefícios para os moradores da região. "Com a queda do desmatamento pode ser que a vinda de recursos fique ainda mais escassa, porque diminuirá a pressão da sociedade. Ainda é muito fácil captar recursos para projetos insustentáveis. O crédito está no século passado", comparou.
Viana defendeu mudanças na legislação para dar escala a investimentos sustentáveis e aumentar as compensações que os estados da região recebem pelo uso dos recursos naturais."Temos que trabalhar para que quem vive das cidades também se beneficie do uso de recursos naturais na Amazônia", avaliou Viana. O senador disse que pretende retomar no Congresso a discussão do FPE Verde [Fundo de Participação dos Estados], projeto da senadora Marina Silva, que cria uma reserva de recursos para estados que tenham unidades de conservação e terras indígenas em seus territórios.
O vice-governador eleito do Pará, Helenilson Gomes, argumentou que o atual modelo regulatório não permite que os lucros da exploração das riquezas extraídas das florestas se traduzam em desenvolvimento para a região. "O Pará é o 13° PIB [Produto Interno Bruto] do país, principalmente por causa da mineração, mas é o sexto estado mais pobre. Temos 2,8 milhões de paraenses que vivem abaixo da linha da pobreza."Segundo Veríssimo, do Imazon, a substituição do modelo tradicional de exploração da Amazônia por uma economia que valorize a floresta e os serviços ambientais da biodiversidade demanda investimentos de cerca de R$ 20 bilhões por ano para serem aplicados em pesquisa e medidas como ordenamento fundiário e melhoria da capacidade de gestão dos estados.
Fonte: Folha Online