sábado, 19 de maio de 2012

a reciclagem do isopor está aumentando

O poliestireno é um material muito utilizado em toda a indústria e por muito tempo foi considerado um problema para a natureza. Por não ser biodegradável, o isopor, como é conhecido esse material, permanecia poluindo o solo por centenas de anos. Mas, isso não precisa continuar acontecendo, já que existem tecnologias capazes de reciclá-lo integralmente.

O processo até a reciclagem é bastante parecido com o do papelão, por exemplo, e envolve fabricantes, catadores, varejistas e consumidores finais. A empresa brasileira Termotécnica, localizada em Joinville é pioneira nessa atividade. Há três anos ela investe nesse tipo de reciclagem, transformando o isopor usado em material útil à indústria e também à construção civil.

A técnica de reciclagem é simples, o fato que dificulta um pouco esse trabalho é a logística. Sendo um material leve, porém espaçoso, uma carreta que suportaria levar em média 25 toneladas de carga, acaba transportando apenas 600 quilos de isopor.

Mesmo assim, enquanto a produção de isopor cresceu 82%, em 2009, a reciclagem desse material aumentou 300%. O crescimento é fruto de um trabalho intensivo, cujo objetivo é conseguir reciclar 100% de tudo o que é produzido, sem desperdiçar parte alguma do material.

Para que seja possível reaproveitar o isopor ele precisa estar limpo e não pode ter tido contato com a terra. As etiquetas são retiradas pela própria empresa de reciclagem ou na cooperativa que faz a coleta desse material. A Termotécnica é referência nesse trabalho, com nove unidades espalhadas por seis estados brasileiros e pretende se expandir por mais dois estados nos próximos anos.

A expectativa é de que o trabalho com reaproveitamento do poliestireno seja cada vez mais efetivo. Um dos fatores que tende a colaborar para essa melhoria é a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, no início do mês de agosto. Essa legislação obriga os fabricantes e vendedores a aderirem à logística reversa, que os torna responsável pela destinação adequada dos resíduos gerados por seus produtos.

Albano Schmidt, presidente da Termotécnica, acredita que a Política Nacional de Resíduos Sólidos fará com que os próprios varejistas instituam em suas lojas o sistema leva e traz. Assim, ao fazerem as entregas os próprios funcionários trazem de volta o isopor que protege o produto. Esse já seria um ganho bastante. Fonte:CicloVivo Plantando Notícias

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Poluição aumenta risco de doenças cardíacas, diz estudo

 
Reduzir a poluição do ar tem impacto imediato sobre a saúde cardíaca, afirmam especialistas, depois de rever estudos feitos nas Olimpíadas de 2008. O trabalho, publicado no Journal of the American Medical Association, envolveu testes médicos em 125 voluntários que vivem em Pequim, uma das cidades mais poluídas do mundo.

Quando a poluição caiu durante os Jogos, os pesquisadores viram sinais significativos de uma melhor saúde entre os voluntários. Eles dizem que isso é "prova biológica" de que a poluição pode prejudicar o coração. A British Heart Foundation informou que a ligação entre doença cardíaca e poluição é conhecida há algum tempo, mas ainda não estava claro o porquê desta relação.

Fábricas fechadas
China tomou medidas importantes para melhorar a qualidade do ar em Pequim para os Jogos Olímpicos de 2008 após o Comitê Olímpico Internacional alertar para a possibilidade de adiar alguns eventos. O país conseguiu limpar o ar durante o verão fechando fábricas e permitindo que carros só circulassem nas estradas dia sim, dia não.

Na época, havia preocupações de que a qualidade do ar pudesse ser perigosa para a saúde de atletas e espectadores. Uma equipe da University of Southern Califórnia colheu amostras de sangue de voluntários saudáveis antes e depois dos Jogos - quando os níveis de poluição eram elevados - bem como durante os Jogos, quando os níveis eram muito inferiores. Isso ajudaria a mostrar se alteração dos níveis de poluição do ar teria qualquer efeito sobre o risco cardíaco.

Os especialistas mediram a pressão arterial e os níveis de elementos do sangue ligados a inflamação e coagulação - fatores de risco conhecidos para doenças cardíacas. Foram, então, observadas grandes melhoras quando os níveis de poluição desceram.

'Benefícios imediatos'
Escrevendo na publicação da American Medical Association, o autor do estudo, professor Junfeng Zhang, disse: "Acreditamos que este é o primeiro grande estudo a demonstrar claramente que as mudanças na exposição à poluição do ar afetam os mecanismos (geradores) de doenças cardiovasculares em pessoas jovens e saudáveis."

Caroline Dilworth, do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental, que financiou o estudo, disse: "Quando os níveis de poluição do ar são reduzidas, os benefícios para a saúde podem ser imediatos." Mas os pesquisadores afirmam que seu trabalho não poderia chegar a conclusões para consequências da exposição de longo prazo à poluição, tais como ataques cardíacos ou risco de AVC.

Amy Thompson, da British Heart Foundation, disse que mais pesquisas são necessárias para tal. "Este estudo revelou que a exposição a altos níveis de poluição aumentam as chances de o sangue coagular. Para quem já tem doença cardíaca, isso poderia provocar um ataque cardíaco. Se você tiver uma doença cardíaca, é bom tentar evitar passar longos períodos em áreas altamente poluídas, sempre que possível." Fonte: iG

terça-feira, 8 de maio de 2012

Geração de lixo cresce mesmo com política para resíduos sólidos

Apesar de a Política Nacional de Resíduos Sólidos estar em vigor desde o final de 2010, ela ainda não está produzindo efeitos práticos na destinação do lixo gerado no País. Essa é a principal conclusão do levantamento anual da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Em 2011, das 55,5 milhões de toneladas de resíduos coletadas no ano, 58,06% (32,2 milhões) foram destinadas corretamente - em aterros sanitários -, enquanto o restante (23,3 milhões) permanece seguindo para lixões e os chamados aterros controlados, que não têm tratamento de chorume ou controle dos gases de efeito estufa produzidos em sua decomposição.

Em relação a 2010, houve uma melhora de meio ponto porcentual na destinação correta dos resíduos, mas, como os brasileiros aumentaram sua geração de lixo em 1,8% em relação ao ano anterior, na prática, 2011 observou um aumento na quantidade de resíduos jogados em lixões e afins. A geração per capita média do País foi de 381,6 quilos por ano, 0,8% superior ao do ano anterior.

Em termos de municípios, 60,5% do total de 5.565 deram destino inadequado a mais de 74 mil toneladas de resíduos por dia. Em todo o País, mais de 6,4 milhões de toneladas sequer foram coletadas no ano, indo parar em terenos baldios, córregos etc. Isso equivale a 45 estádios do Maracanã lotados. (Fonte: o Estadão de 7 de maio de 2012)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Movimento GOTA D'ÁGUA

Você já sabe o que é o Movimento GOTA D'ÁGUA? Já  viu o vídeo no YOUTUBE?
Sabe do que se trata? Quais o seu objetivo? Não? Pois tem muito a ver com a nossa vida.
Acabo de ver o vídeo e é um assunto urgente.

sábado, 5 de maio de 2012

Dica para os plugados em aparelhos da Apple

O site brasileiro http://www.ecodesenvolvimento.org.br/ lançou um aplicativo no iTunes, que pode ser utilizado nos dispositivos móveis da apple (iPad, iPod, iPhone) e que traz as principais novidades do sites. Acho bastante interessante para quem possui um aparelho compatível fazer o download gratuito desse aplicativo. http://itunes.apple.com/br/app/ecod/id431172794?mt=8

Hamilton Honorato

A história das coisas



O vídeo 'A história das coisas (Story of Stuf)' é um vídeo um pouco antigo no youtube (aproximadamente 3 anos) e que acho bastante interessante compartilhar com as pessoas do blog. O vídeo é legendado em português e traz uma análise da sociedade capitalista contemporânea e as consequências no meio-ambiente.

Hamilton Honorato

Os brasileiros estão mais preocupados com o meio ambiente

Os resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que os brasileiros estão mais preocupados com o meio ambiente. Segundo os pesquisadores, que ouviram mais de 2 mil entrevistados com 16 anos ou mais, o índice de pessoas preocupadas com o assunto passou de 80%, em 2010, para 94%, em 2011.

Para mais da metade dos entrevistados, o problema mais grave é o desmatamento, seguido pela poluição das águas e pelas mudanças climáticas.
“Cinquenta e três por cento dos entrevistados defendem que o desmatamento da Amazônia seja a prioridade do Brasil entre as questões relativas ao meio ambiente”, diz o levantamento.
O documento ainda mostra que não há consenso da população sobre o maior responsável pela poluição ambiental. Quando questionados sobre a responsabilidade pelo aquecimento global, 38% dos entrevistados elegeram a indústria; mais de 20% apontaram o cidadão como o grande vilão ambiental; e, para 18% dos entrevistados, os governos tiveram a maior parcela de responsabilidade.

Ainda de acordo com a pesquisa, “a população não percebe grandes alterações, nos últimos anos, nas ações das empresas, do governo e da população em geral em prol da preservação ambiental”. Apesar disso, 71% dos entrevistados disseram evitar o desperdício de água e quase 60% garantem economizar energia.

A maioria dos brasileiros também disse estar disposta a pagar mais caro por produtos ambientalmente corretos, mas “apenas 18% efetivamente modificam seu consumo em prol do meio ambiente”.
Fonte: Agência Brasil