sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Descarte Seletivo. O que separar?

Aqui em Goiânia, em que a municipalidade ainda está começando o serviço de coleta seletiva, se deve separar papel, papelão, plástico, metais e vidros. No entanto, é importante ressaltar que muitos outros materiais também são recicláveis.
Na verdade, atualmente quase tudo que se descarta é reciclável. Por exemplo, restos de alimentos são matéria prima para a fabricação de fertilizantes. No entanto, em decorrência das limitações de cada cidade o conceito de reciclável é bastante elástico. E em Goiânia, que o processo de coleta ainda está no início, devemos atender às orientações da Prefeitura.

Descarte seletivo. O que é isto?

É a separação dos materiais recicláveis (papel, papelão, metal, alumínio, ferro, vidro, etc) que não devem ser misturados ao lixo comum de sua residência ou local de trabalho. Todo o material reciclável deve ser depositado em recipiente reservado para este fim, de onde será recolhido e depositado nos pontos convencionados para a Coleta Seletiva.

O descarte seletivo é a primeira etapa do ciclo de reaproveitamento ou reciclagem do material. Quando alguém mistura material reciclável com material orgânico está inviabilizando o retorno do reciclável ao ciclo do reuso e da reciclagem que pode as vezes ser infinito. Por isso, o descarte seletivo é extremamente importante e quem o pratica pode usufruir de uma consciência mais tranquila em relação ao meio ambiente.

Descarte Seletivo. Cada um de nós temos essa responsabilidade.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Desmatamento da Amazônia leva à descoberta e à extinção de espécies

Na Amazônia peruana uma espécie de ave é descoberta ao ano e uma de mamífero a cada quatro, mas paradoxalmente cada nova descoberta faz parte de uma tragédia, pois ocorre devido ao desmatamento realizado por empresas de petróleo, mineradoras e madeireiras. Em muitos casos, a descoberta de uma nova espécie caminha lado a lado com o começo de sua extinção.
"As descobertas de aves, mamíferos e outras espécies na maioria ocorrem devido não a uma pesquisa científica, que custa muito dinheiro, mas pela presença de empresas petroleiras, mineradoras e de corte de árvores", disse à AFP Michael Valqui, da ONG conservacionista WWF-Peru (Fundo Mundial para a Natureza).
"Este tipo de descoberta põe em risco a espécie que se descobre, já que pode entrar em risco de extinção porque este lugar é seu único hábitat, devido ao clima ou bacia", acrescentou.
Entre as novas espécies descobertas nos últimos cinco anos estão a rã 'Ranitomeya amazonica', com coloração de fogo na cabeça e patas azuis, o papagaio-de-testa-branca e o beija-flor-de-colar-púrpura.
O Peru é o quarto país do mundo em extensão florestal, com 700 mil quilômetros quadrados de florestas tropicais amazônicas, que contribuem para reduzir o aquecimento global e abrigam grande biodiversidade.
Em outubro, mais de 1.200 novas espécies foram apresentadas em uma cúpula das Nações Unidas sobre biodiversidade. Delas, cerca de 200 foram descobertas na Amazônia peruana.
A região tem 25.000 espécies de plantas --10% do total mundial-- e é o segundo lugar do mundo com mais diversidade de aves, abrigando 1.800 espécies. Também ocupa o quinto lugar do mundo no que diz respeito à diversidade de mamíferos (515 espécies) e répteis (418 espécies).
Ernesto Ráez, diretor do Centro para a Sustentabilidade Ambiental da Universidade Cayetano Heredia, de Lima, comenta: "O número de espécies que desaparece para sempre no mundo todos os dias é muito superior ao número de espécies que descobrimos todos os dias. Há espécies, em outras palavras, que desapareceram antes que as tenhamos conhecido."
A Amazônia peruana deve fazer frente a um agressivo programa estatal de exploração petroleira e mineradora, que tem confrontado o governo e as comunidades indígenas do local.
"Uma empresa mineradora ou de hidrocarbonetos não é, em si mesma, destrutiva; a chave é se é limpa ou não", explicou Gérard Hérail, do IRD (sigla em francês de do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento de Lima).
Segundo os cientistas, a lagartixa de Lima, um animal de hábitos noturnos encontrado apenas em "huacas" (santuários arqueológicos) da capital peruana, está prestes a se extinguir, enquanto outras espécies já desapareceram, como o rato endêmico da "lomas" ou encostas (Calomys sp, um ratinho orelhudo).
"Os arqueólogos, ao limpar as 'huacas' para sua restauração, destroem o habitat da lagartixa de apenas dois a três centímetros, com cor avermelhada, que vive nos recantos e locais escuros do local", disse Valqui, do WWF-Peru.
Em 2009, o governo propôs, perante um organismo internacional sobre mudanças climáticas a preservação de 540 mil quilômetros quadrados de florestas e reverter processos de corte e queima para reduzir o desmatamento.
Atualmente, há no Peru 70 áreas naturais protegidas, que ocupam 200 mil quilômetros quadrados, 15% do território nacional.
"Faltam sinais claros para dizer até onde o país vai na defesa de sua biodiversidade", disse à AFP Iván Lanegra, defensor adjunto para o Meio Ambiente da Defensoria do Povo.
Para Nicolás Quinte, biólogo guia do parque nacional do Manu, no Amazonas, deve-se promover "as atividades que não sejam claramente extrativistas, mas também produtivas e que sejam sustentáveis com o passar do tempo. Uma delas pode ser o turismo que usa a floresta sem destruí-la." (Fonte: Folha Online)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lula assina Decreto em conformidade com os compromissos assumidos em Conferência

Decreto assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva define como o Brasil quantifica as emissões de gases de efeito de estufa e como o País cumprirá o compromisso que assumiu durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Copenhague 2009.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil assinou este mês o Decreto nº 7.390, de 9 de dezembro de 2010, que detalha a Política Nacional sobre Mudança Climática. O Decreto define como o Brasil quantifica as emissões de gases de efeito de estufa e como o País cumprirá o compromisso que assumiu durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Copenhague em 2009, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020, com base nos níveis de 1990.
O decreto estabelece também uma exigência legal para a estimativa das emissões nacionais em uma base anual. A fim de honrar os compromissos assumidos na Convenção, o Brasil realizou um inventário nacional de suas emissões de gases de efeito de estufa este ano, para quantificar as emissões de 1990 a 2005. As emissões de 2005 foram calculadas em 2,2 GtCO2eq.

O inventário serviu como base para criar um cenário de referência sem mudanças para as emissões até 2020. O decreto define, portanto, uma meta para reduzir as emissões entre 1,17-1,26 GtCO2eq até 2020, quando comparado ao cenário de referência.

O Brasil pretende atingir este objetivo de redução total de emissões por meio de ações em todos os setores da economia. Para isso, 12 planos setoriais serão implementados até o final de 2011, incluindo metas específicas para as emissões em cada um desses setores.

As ações concretas para conseguir reduzir as emissões de gases de efeito estufa detalhadas no decreto para alcançar estes objetivos incluem:

  • Reduzir 80% do desmatamento na Amazônia;
  • Reduzir 40% do desmatamento no bioma Cerrado;
  • Aumentar a oferta de energias renováveis;
  • Recuperar 15 milhões de hectares de terras degradas pela pecuária;
  • Melhorar o sistema de agricultura integrada, reflorestamento e pecuária em 4 milhões de hectares;
  • Ampliar plantio direto em 8 milhões de hectares;
  • Ampliar a fixação biológica de nitrogênio em 5,5 milhões de hectares;
  • Ampliar o reflorestamento em 3 milhões de hectares;
  • Utilizar novas tecnologias para produzir um adicional de 4,4 milhões de metros cúbicos de adubo animal anualmente; e
  • Aumentar o uso de carvão vegetal na indústria siderúrgica.
Se você deseja ler o Decreto na íntegra, siga o link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7390.htm

Proibida a pesca nos rios goianos até 28 de fevereiro próximo

A pesca está proibida até 28 de fevereiro próximo. A proibição de pesca em embarcações nos rios goianos é devida ao período da piracema. Neste período a maioria das espécies nativas sobe os rios em cardumes para acasalamento e reprodução. Por isso, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - SEMARH, fiscaliza e restringe a pesca. A proibição entrou em vigor no dia 1º de novembro.
O gerente de fiscalização da SEMARH, Greide Ribeiro Júnior, explica que a proibição não é total. Segundo ele, a pesca de barranco é permitida com restrições - só é permitida a pesca de três quilos para consumo no local, respeitando o tamanho determinado para cada espécie.
Greide ressalta que os peixes pirarucu, pirarara e filhote são espécies protegidas e não podem ser pescadas em nenhum período, independente de tamanho e peso. Destaca ainda que a pesca em lagos naturais é proibida até em barrancos e que, mesmo nos casos permitidos, é obrigatória a licença para pesca emitida pela Secretaria. Mais informações:(62) 3265-1345
Fonte: Agência Goiana de Comunicação.

Atuação do governador da Califórnia na questão ambiental

A solução de problemas ambientais depende da adoção articulada de atitudes práticas das pessoas, das instituições públicas e privadas e dos governos. Cada um destes sozinho pode muito pouco no resultado final, mas trabalhando articulados o resultado pode ser extraordinário.
O Governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger tem tido uma atuação no tocante às questões ambientais digna de ser imitada pelas autoridades governamentais que atuam nos níveis regionais e locais (governadores e prefeitos). Nessa última conferência da COP 16 a ausência de governadores e prefeitos brasileiros foi notada pelo Deputado Estadual Thiago Peixoto que participou da referida Conferência, como um fato lamentável.
Em 27 de setembro de 2006, o governador Schwarzenegger assinou uma proposta de lei criando a primeira regulamentação da nação sobre as emissões de gases do efeito estufa. A lei estabelece novas regulações sobre a quantidade de emissões de utilitários, refinarias e fábricas que é autorizada a liberar à atmosfera.

Depois Schwarzenegger assinou o segundo projeto de lei sobre o aquecimento global, que proíbe utilitários e grandes corporações na Califórnia de fazerem contratos de longo prazo com fornecedores que não atendem às regulamentações do estado sobre a emissão de gases causadores do efeito estufa. As duas propostas são parte de um plano para reduzir as emissões da California a 25% dos níveis de 1990 em 2020. Em 2005, Schwarzenegger emitiu uma ordem executiva, querendo reduzir os gases do efeito estufa a 80% dos níveis de 1990 em 2050.

Schwarzenegger assinou uma outra ordem executiva em 17 de outubro de 2006 permitindo a Califórnia trabalhar com a Iniciativa de Gás do Efeito Estufa Regional do Nordeste. Eles planejam reduzir as emissões de dióxido de carbono através da emissão de uma quantidade limitada de crédito de carbono para cada estação de força nos estados participantes. Cada estação de força que exceda às emissões da quantidade de crédito de carbono terá de comprar mais créditos para cobrir a diferença. É previsto que o plano entre em vigor em 2009.
Além de usar seu poder político para lutar contra o aquecimento global, o governador deu passos em sua casa para reduzir a sua emissão de carbono pessoal. Schwarzenegger adaptou um de seus Hummers para movimentar-se a hidrogênio e outro para funcionar a base de biocombustíveis. Ele também instalou painéis solares para aquecer sua casa.

Mais um destaque para a Califórnia na questão ambiental


Na Califórnia, telefones celulares podem indicar a qualidade do ar. Empreendedores do campo de tecnologia desenvolveram um filtro para celulares que fica escuro ao absorver partículas poluidoras do ar. Depois de ser fotografado por qualquer tipo de aparelho, o filtro pode ser enviado a um centro de dados on-line que informa como anda o ar no ambiente de trabalho ou em casa, por exemplo. Fantástico, não é?
Segundo o desenvolvedor Nexleaf Analytics, uma empresa sem fins lucrativos, o aplicativo é útil para mostrar individualmente a exposição de uma pessoa à poluição do ar. No caso, o chamado "carbono negro" ou "carbono grafite". As partículas do carbono negro estão relacionadas a várias doenças respiratórias como problemas respiratórios e câncer de pulmão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, elas são responsáveis por 1,5 milhão de mortes todos os anos. Fonte: Folha Online