domingo, 25 de setembro de 2011

Manifestação por políticas públicas de mobilidade urbana

Uma manifestação para exigir políticas públicas voltadas para a mobilidade urbana e a sustentabilidade reuniu no dia 24 deste mês em São Paulo, na Avenida Paulista, sob muito frio e garoa, cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar.

A organização do movimento esperava reunir mil pessoas até o final da caminhada. O ato é uma realização da Moving Planet, uma ação global que tem o objetivo de promover discussões sobre o uso e dependência dos combustíveis fósseis e exigir soluções climáticas das autoridades de todo o mundo.

Segundo os organizadores, o Moving Planet foi realizado em 18 estados e também no Distrito Federal. Em São Paulo, a pressão é pela elaboração de um plano municipal de mobilidade e transportes sustentáveis. Em 2010, uma proposta do plano foi apresentada à Prefeitura, solicitando a inclusão de R$ 15 milhões no orçamento municipal para a realização de estudos e debates para a elaboração de um projeto estrutural de transporte público para cidade.

“Se ele [plano] não for feito até o final do ano, [os R$ 15 milhões] voltam para o Orçamento para dicussão no ano que vem. Estamos demandando um plano de mobilidade que contemple transporte 24 horas para as pessoas poderem deixar seus carros em casa, uma boa rede de transporte público e tarifas mais justas", disse Juliana Russar, coordenadora da 350.org no Brasil, uma organização que pretende construir um movimento global de bases para resolver a crise climática. O nome 350 se deve ao número que alguns cientistas dizem ser o limite máximo de segurança para a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.
Segundo o coordenador de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, Marco Nordi, os R$ 15 milhões precisam ser utilizados até o final deste ano. "Por isso, estamos preocupados. Já estamos em setembro e nada foi feito. Não queremos entrar em 2012 discutindo isso. Queremos já preparar esse plano." Para Nordi, São Paulo precisa diminuir o uso de automóvel, readequando as linhas de ônibus e interligando-as às linhas de metrô.

A manifestação teve início por volta das 15h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Segurando faixas e caminhando pela avenida, pedalando ou fazendo bolhas de sabão – com a intenção de "tirar as pessoas das bolhas em que estão fechadas", os participantes seguiram até o espaço de cultura Matilha Cultural, no centro da capital. No meio do caminho, pararam na Praça do Ciclista, localizada entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, onde se reuniram para fazer uma seta humana e uma fotografia aérea da seta, que é o símbolo do movimento e indica a "direção a ser tomada".

Fonte: Agência Brasil de 24 set de 2011.

sábado, 24 de setembro de 2011

A mensagem que calou o mundo por cinco minutos

Uma menina canadense de 13 anos de idade, membro de uma Organização de Crianças em Defesa do Meio Ambiente, fez um discurso de 5 minutos para as pessoas mais influentes do mundo em uma Conferência sobre o Meio Ambiente promovida pela ONU.
Clique no link abaixo e veja o vídeo no Youtube. O vídeo está legendado e eu te asseguro que você não vai conseguir se desprender dele enquanto não ouvir todo o discurso.
Uma mensagem bri-lhan-te. Confira

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Como uma bateria pode ser reciclada?


Recicalgem de pilhas
Assim como a variedade de tipos e tamanhos de pilhas e baterias é grande, também é variável o número de opções para o reaproveitamento das baterias e pilhas. A seguir, vamos tentar mostrar um pouco do passo-a-passo que é o processo geral para a reciclagem de uma bateria, seja ela industrial ou de uma simples calculadora.

Descarregamento, seleção e separação – Antes de entrar no processo é preciso selecionar os produtos com alguma semelhança de matéria-prima.

Descarregamento
Imagem cedida pela Suzaquim
Descarregamento do material recolhido

Corte de pilhas - A primeira separação feita é da carcaça, normalmente de plástico, e do restante. O material que não pode ser reaproveitado segue para as empresas que fazem reciclagem de plástico, por exemplo.

Corte de pilhas
Imagem cedida pela Suzaquim
As pilhas são cortadas para a separação dos vários materiais
Moagem – Na moagem, acontece a separação de alguns metais como o aço, que também segue para outras empresas que reciclam o material. Neste processo, surge o o pó químico.

Moagem
Imagem cedida pela Suzaquim
Equipamento de moagem de pilhas e baterias
Reator químico – Esse pó químico passa por reações químicas como precipitações que podem formar diferentes compostos químicos. A escolha do produto vai depender da necessidade do mercado.

Reator químico
Imagem cedida pela Suzaquim
Operador manipula pó químico dentro do reator
Filtragem e prensagem – Com filtros e prensa, é feita uma nova separação entre líquidos e sólidos.

Prensagem
Imagem cedida pela Suzaquim
Prensagem que auxilia na separação de sólidos e líquidos
Calcinador – Em uma espécie de forno, os elementos sólidos são aquecidos.

Calcinador
Imagem cedida pela Suzaquim
Calcinador aquece os sólidos
Nova Moagem – Com os produtos condensados, é feita uma nova moagem.

Nova moagem
Imagem cedida pela Suzaquim
Mais uma moagem é feita durante o processo
Produto final – São, então, obtidos sais e óxidos metálicos usados por indústrias de tintas, cerâmicas e outros tipos de produtos químicos.

Produtos finais
Imagem cedida pela Suzaquim
Possíveis produtos finais da reciclagem de pilhas

Tratamento de efluentes - Paralelamente, esse processo recebe um tratamento de efluentes e de gases para deixar o processo o mais limpo possível.

Tratamento de efluentes
Fonte:http://ambiente.hsw.uol.com.br/reciclagem-pilhas-baterias3.htm

Como descartar as pilhas e baterias?

Recicalgem de pilhas

Como já foi dito, para alguns tipos de pilhas e baterias, é imprescindível um descarte correto. É o caso principalmente das que têm uma advertência no corpo do produto com um x em uma lata de lixo. De qualquer modo, a iniciativa de jogar em lixo com destinação certa pode amenizar o problema que já apontamos, mesmo que não haja nenhuma indicação específica, além de ser um caminho contra o desperdício.



Aviso nas baterias
©2008 ComoTudoFunciona
Preste atenção, algumas baterias não podem ir para o lixo de jeito nenhum

Algumas empresas como supermercados, bancos ou redes de farmácia têm seus cestos para descarte de pilhas e baterias. Essas iniciativas são muito interessantes já que, por causa do pequeno volume, esse processo acaba sendo pago pela própria empresa, dentro dos seus programas de responsabilidade social, prontificando-se a recolher os produtos.

O Ministério do Meio Ambiente também tem uma lista de locais para descartes de baterias. Para saber os endereços, clique nos itens abaixo:

Além disso, para as baterias de automóveis, é comum no comércio brasileiro você usá-las como base de troca quando for adquirir uma nova. É uma ótima saída, mas se certifique que o vendedor a recicle mesmo.
Fonte:http://ambiente.hsw.uol.com.br/reciclagem-pilhas-baterias2.htm

As matérias-primas e os danos das pilhas

Recicalgem de pilhas

Há vários tipos de pilhas que se diferenciam não só no tamanho como também nas utilidades e matéria-prima. Vamos a uma pequena lista.

Comuns – feitas de zinco e manganês. Têm várias utilidades como em brinquedos, rádio-relógios, walkmans, máquinas fotográficas, controles-remotos etc.

Alcalinas – feitas de alcalina e manganês. Têm várias utilidades como em brinquedos, rádio-relógios, walkmans, máquinas fotográficas, controles-remotos etc.

De níquel-metal-hidreto - usadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebooks.

De zinco - usadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebooks.

De lítio - usadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebooks

De íon-lítio - usadas em celulares, telefones sem fio, filmadoras, ipods e notebooks

De chumbo – as baterias de carro, além de serem usadas em indústrias e em filmadoras.

De níquel-cádmio – usadas em telefones sem fio, celulares, barbeadores etc.

De óxido de mercúrio – usadas em instrumentos de navegação e aparelhos de instrumentação e controle.

Os três últimos tipos de baterias são as mais danosas ao meio ambiente e à saúde dos seres humanos. A necessidade de devolvê-las aos fabricantes para um destino adequado é essencial. Já os outros tipos têm um impacto menor na saúde e no meio ambiente, mas é bom lembrar que nem por isso, elas deixam causar algum dano. Abaixo, veja quais os principais problemas de cada um desses materiais.


Chumbo - é prejudicial ao cérebro e sistema nervoso, pode afetar o sistema circulatório rins, sistema digestivo e reprodutor, eleva a pressão arterial, agente cancerígeno acarretando mutação genética. É altamente tóxico.

Cádmio - é um agente cancerígeno, provoca mutações genéticas nas células alterando sua função e pode causar danos ao sistema reprodutivo.

Cromo - causa dermatites, úlceras cutâneas, inflamação nasal, câncer de pulmão e perfuração do septo nasal.

Mercúrio - pode provoca efeitos danosos na pele e mucosas, náuseas violentas, vômito, dor abdominal, diarréia com sangue, danos aos rins e até morte. Em outros casos, a intoxicação pode ser crônica com sintomas como tremores, vertigens, irritabilidade e depressão, associados à salivação, estomatite e diarréia, falta de coordenação motora, perda de visão e audição e deterioração de células nervosas.

Zinco
– Em grandes quantidades, há sintomas como sensações como paladar adocicado e secura na garganta, tosse, fraqueza, dor generalizada, arrepios, febre, náusea e vômitos.

Manganês – o excesso de manganês ingerido impede a atuação do Ferro na produção de hemoglobina, causando irritabilidade, dores de cabeça, insônia e fraqueza nas pernas.

Níquel – apesar de um elemento importante para o desenvolvimento humano, mas em doses elevadas pode causar irritação gastro intestinal, náuseas, vômitos, diminuição de apite, vertigens, dor-de-cabeça, palpitação, dermatite e asma.

Estudantes marcham pela mobilidade urbana sustentável

Agência Goiana de Comunicação
22 de Setembro de 2011
A estudante Érika Lourane, que faz o 3º ano no colégio Dom Abel, foi uma das jovens que participou da Marcha pela Mobilidade Urbana Sustentável na manhã de hoje, no Parque Areião, em Goiânia. A ação, em comemoração ao Dia Mundial Sem Carro, foi organizada pela Secretaria de Educação, em parceria com diversas instituições.

A jovem vê a importância do evento e da participação de todos para evitar o caos no trânsito de Goiânia. “É uma conscientização para um mundo melhor. Todo mundo tinha que fazer sua parte e se sensibilizar com ações. Aprendendo aqui, vou levar o conhecimento não só pra casa, mas para o resto da vida”. Assim como Érica, cerca de mil estudantes de escolas estaduais de Goiânia, também participaram da Marcha. Eles assistiram a uma palestra sobre a paz no trânsito, a uma peça teatral sobre o tema da mobilidade e então, saíram em caminhada pelo calçadão do Parque Areião, em alerta contra a violência no trânsito.

Durante toda esta semana, as escolas estaduais receberam Cds, cartilhas e folders relativos ao tema e promoveram debates entre professores e estudantes. Na útlima segunda-feira, dia 19, a Secretaria de Educação lançou um concurso de redação para que as os estudantes reflitam sobre o uso do carro e outras alternativas para locomoção.

Conforme explica o professor Edjar Júnior Barbosa, gerente de Programas Transversais da Seduc, as ações servem para alertar os alunos que há alternativas de transporte, além dos carros. “É trabalhar os novos condutores para que eles tenham uma consciência maior, para que eles saibam que o carro é um meio de transporte, mas não é o único. Pode ter a carona solidária, uma caminhada. Deixar um pouco o carro em casa buscando alternativas de mobilidade”.

Para o coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte (MDT) em Goiás, Paulo Souza, é preciso repensar o modelo de cidade. “Nós precisamos de uma cidade que tenha qualidade de vida e investir em políticas públicas que valorizem a mobilidade urbana”, conclui.

Investimento em infraestrutura cicloviária

Para o coordenador do movimento Pedala Brasília, Ronaldo Alves, enquanto não houver investimentos em infraestrutura cicloviária, muitas pessoas nunca terão a chance real de pensar na bicicleta como opção de transporte. “Há um grande número de pessoas que já utilizam a bicicleta como meio de transporte e um outro grande número que não a utiliza por não encontrar condições favoráveis para fazê-lo”, afirma. “Precisamos mudar o foco e pensar também nas necessidades de locomoção da pessoa que não pode comprar carro”, completa.


Na Câmara, pelo menos uma dezena de projetos de lei em tramitação trata de incentivos ao uso da bicicleta como meio de transporte. Entre essas propostas está o PL 6474/09, do deputado Jaime Martins (PR-MG), que cria o Programa Bicicleta Brasil. Atualmente, um programa de mesmo nome já é desenvolvido pela Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana (Semob) do Ministério das Cidades – mas apenas com caráter educativo-informativo.


Segundo o autor, a ideia do projeto é aproveitar as diretrizes do programa em andamento, dando a ele força de lei. A proposta estabelece que todas as cidades com mais de 20 mil habitantes deverão incluir as medidas previstas no Programa Bicicleta Brasil na concepção de seus planos diretores. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovado por duas comissões e precisa ser votado por mais duas. Depois, irá para o Senado.
Prefeitura do Rio de Janeiro
Ciclovia no Rio de Janeiro
Ciclovia no Rio de Janeiro, cidade com maior malha cicloviária.
 
 
“Queremos fazer com que todas as cidades que constitucionalmente já devem constituir seus próprios planos diretores também sejam levadas a pensar em projetos alternativos de mobilidade urbana, especificamente a ampliação da infraestrutura de ciclovias e de ciclofaixas”, afirma Martins.

Infraestrutura
A implantação de sistemas cicloviários compreende ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, bicicletários, paraciclos, assim como a sinalização adequada e a elaboração de normas e campanhas educativas que estimulem a adoção e a utilização segura desse meio de transporte.


O deputado também destaca que outra inovação do projeto é a previsão de fontes de recursos para financiar os investimentos. Conforme o texto, 15% do valor arrecadado com multas de trânsito será utilizado para financiar projetos ligados ao Bicicleta Brasil. Além disso, o programa terá outras fontes de financiamento, como a Cide-combustíveis.