quinta-feira, 22 de março de 2012

Desperdício de água

Um grave problema que acarreta desperdício, prejuízo ao erário e à população, além de danos ambientais chama atenção no Dia Mundial da Água, celebrado hoje. Em Goiânia, prédios que constroem garagens no subsolo estão jogando a água proveniente do lençol freático nas ruas da cidade, tanto no período de obras, quando a água é barrenta, quanto depois dos empreendimentos prontos, quando a água limpa toma conta de algumas vias e calçadas. A situação se agrava quando os empreendimentos imobiliários estão localizados em parques onde existem lagos, que acabam secando.

A prática é comum em vários pontos da capital. A moradora do Parque Flamboyant, Georgia Ribeiro, de 29 anos, conta que a água do subsolo de um prédio localizado na Rua 55, é jogada na via todos os dias de manhã e à tarde. “A água que parece ser limpa é jogada todos os dias na rua em grande quantidade. A rua fica alagada e o asfalto está todo esburacado. Essa água muitas vezes espalha o lixo, o que é um risco de proliferação de doenças. Nem parece que se trata de um bairro nobre”, relata.

Georgia Ribeiro diz que denunciou o fato na Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) mais de uma vez e nunca percebeu mudança de atitude dos responsáveis pelo prédio. “A Prefeitura só aparece aqui para arrumar o asfalto. Mas de que adianta tapar os buracos se continua a existindo o prejuízo ambiental?”, desabafa.

Quando os prédios constroem garagens no subsolo, muitas vezes eles atingem o lençol freático. Segundo o gerente de controle fiscal da Amma, Valdomiro Ferreira, essa água deve ser devolvida para a natureza, jogada nas bocas- de-lobo para que possam chegar aos córregos. As construtoras então constroem poços no subsolo e bombeiam a água, que constantemente é jogada na rua. “Esta água, por lei, não pode ser reaproveitada, pois não é saudável. Ela deve voltar para o meio ambiente”, destaca.

Ao ser jogada de qualquer forma na rua, a água causa danos ao asfalto, atrapalha a passagem das pessoas, danifica o lençol freático e ainda colabora com o surgimento de doenças, mesmo que isto seja feito com a intenção de direcioná-la para a boca-de-lobo mais próxima, conforme explica um engenheiro da Agência Municipal de Obras (Amob). “Não podemos admitir que ninguém jogue água drenada no passeio público. As construtoras devem construir uma tubulação por baixo do asfalto para levar a água até a boca-de-lobo mais próxima ou para o poço de visita”, afirma.

O engenheiro da Amob salienta que o pavimento das ruas não tem mais a inclinação correta e com isso a água espalha e empoça em muitos locais. “A água acumulada no pavimento junto com o tráfego de veículos causa os tão indesejados buracos no asfalto”, ressalta.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon), Justo Oliveira Cordeiro, argumenta que os prédios estão obedecendo o que diz a lei. De acordo com sua interpretação, a legislação manda que a água drenada seja lançada na sarjeta para que chegue às bocas-de-lobo e depois às galerias pluviais. “Não é isso que está estragando o asfalto. O problema é o trânsito e o excesso de chuva”, argumenta Justo Oliveira.

O engenheiro da Amob discorda. Ele afirma que apenas a água recolhida das chuvas pode ser jogada na sarjeta - espaço entre o meio-fio e o asfalto. “O Código de Posturas refere-se à água pluvial e não à água de rebaixamento de lençol freático. Vamos inserir esta especificação na revisão do Plano Diretor”, destaca.

A legislação, na verdade, admite as duas possibilidades, dependendo da situação, e acaba abrindo brechas para abusos. No capítulo 3 da Lei Complementar 041/92 de Código de Posturas do Município está previsto que “as águas pluviais ou de drenagem provenientes do interior de imóveis, em geral, deverão ser canalizadas, através do respectivo imóvel, rumo à galeria pluvial existente no logradouro ou, no caso de inexistência desta, para as sarjetas.”

A legislação prevê ainda que “quando, pela natureza e/ou condições de solo, não for possível a solução indicada no parágrafo anterior, as referidas águas deverão ser canalizadas através do imóvel vizinho que oferecer melhores condições, observadas as disposições do Código Civil”. A Amma é órgão responsável por multar os empreendimentos que estão jogando a água diretamente na rua, mas segundo a agência, não há nenhum registro de prédios que tenham sido multados.
Fonte: Jornal O Popular

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Qual a situação do saneamento básico no Brasil?

saneamento básico
SANEAMENTO: somente 45,7% dos domicílios brasileiros são atendidos por rede de esgoto

Em que medida um serviço de infraestrutura básica compromete o desenvolvimento do País? Análise do Observatório das Metrópoles, a partir dos dados do Atlas do Saneamento 2011 – levantamento que engloba os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, coleta de lixo e drenagem urbana, mostra que houve aumento no número de municípios cobertos por saneamento básico em todo o Brasil, entre 2000 e 2008. No entanto, o país precisa avançar muito para oferecer à totalidade da sua população um serviço sanitário adequado, já que pouco mais de 3 mil municípios brasileiros, o equivalente a 55,2% do total, contam com coleta e tratamento de esgoto.

Mulher faz depósito de lixo em residência

Um caso de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) virou caso de saúde pública e de polícia em Senador Canedo. Uma dona de casa transformou sua casa, no Jardim Liberdade, em um depósito de lixo. Depois de um pedido da prefeitura de Senador Canedo, o Ministério Público propôs ação na Justiça requerendo autorização a retirada do lixo. Até ontem a Justiça não tinha se pronunciado sobre o caso. (Jornal O Popular).

Fonte: Jornal O Popular

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

COMBATENDO OS RATOS NO AMBIENTE DOMÉSTICO


Como fazer:

Pegue uma xícara de qualquer feijão cru (sem lavar mesmo), coloque no multiprocessador, ou liquidificador (SEM ÁGUA) e triture até virar uma farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó.

Onde colocar:

Coloque em montinhos (uma colher de chá) nos cantos do chão, perto das portas, e janelas (sim eles escalam as janelas), atrás da geladeira, atrás do fogão, atrás de tuuuuuuuuudo !
O que acontece:
O rato come essa farofinha, dilicia... nhami nhami... mas ele não tem como digerir o feijão (cru), por falta de substâncias que digerem feijão cru, causando assim um envenenamento natural por fermentação.

RESUMINDO: a rataiada morre em até 3 dias.

DETALHE IMPORTANTE:

Ao contrário dos tradicionais venenos (racumim, por ex) o rato morre e não contamina animais de estimação e por sua vez morrem por terem comido o rato envenenado. E a quantidade de feijão que ele ingeriu e morreu é insuficiente para matar um cão ou gato, mesmo porque estes gostam de MATAR pra comer...mas morto eles não comem.
Se tiver crianças pequenas (bebês) ainda em período de engatinhamento, que colocam tudo na boca, não faz mal algum, pois o feijão para o ser humano, mesmo cru é digerido.

NÃO TEM CONTRA-INDICAÇÃO

VAMOS PARAR DE UTILIZAR QUÍMICOS A TODO SEGUNDO! 
O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE DE TODOS NÓS AGRADECE.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Como denunciar maus tratos contra animais

Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a "Lei dos Crimes Ambientais".
Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934, que define maus-tratos contra animais.

Denuncie
Os atos de abuso e de maus-tratos com animais configuram crime ambiental e, portanto, devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito. A autoridade policial está obrigada a proceder a investigação de fatos que, em tese, configuram crime ambiental.

 Como denunciar
 Toda pessoa que seja testemunha de atentados contra animais pode e DEVE comparecer a delegacia mais próxima e lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO), citando o artigo 32 "Praticar ato de abuso e maus-tratos à animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos ", da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98. Caso haja recusa do delegado, cite o artigo 319 do Código Penal, que prevê crime de prevaricação: receber notícia de crime e recusar-se a cumpri-la.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tecnologia israelense transforma águas residuais em papel

Um novo método desenvolvido em Israel usa as águas residuais de zonas residenciais para produzir papel, um método que contribui com o ambiente e ajuda a baratear o preço da água e do papel.

O curioso método foi inventado por Rafi Aharon, um médico da região de Tzur Yigal, informa o jornal "Yedioth Ahronoth" na quarta-feira.

Aharon garante que o processo utiliza um novo recurso de aproveitamento do material sólido, que é retido nos filtros das plantas urbanas de reciclagem e que são ricos em celulose.

"Da mesma forma que fazemos com o plástico", diz Aharon, "não há nenhuma razão para não fazer essa reciclagem".

Ele explica que 99,9% das águas que saem das casas são compostas por material líquido, sendo que apenas 0,10% pode ser considerada matéria sólida.

Para o especialista, esse pequeno percentual é muito aproveitável porque contém celulose proveniente de alimentos, além de papel higiênico.

O método reduz pela metade o material sólido e, por isso, a unidade de reciclagem precisa de menos eletricidade e produtos químicos para descontaminar a água, o que significa economia para os consumidores.

Depois de serem secados e purificados, os restos podem ser vendidos a empresas de papel a um preço inferior ao do papel reciclado comum.

O sistema já foi instalado no sul de Israel, mesmo lugar onde conseguiram fabricar grandes quantidades de celulose.(Folha Online)

Folha Online

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DESABAFO

"Na fila do supermercado o caixa diz à uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
 O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente. "
 "Você está certo", respondeu a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupávamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
 Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
 Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
 Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

(Contribuição de Wilma Marques)